domingo, 27 de dezembro de 2015

Simplicidade

Eu não tinha muita coisa. Tinha o básico para viver, uma casa, um cachorro que me lambia quando eu chegava em casa depois de mais um dia difícil.
Eu tinha uma TV 14 polegadas pra assistir uns documentários em francês durante a madrugada. Tinha uns chocolates enfiados no armário pra comer durante as tardes e madrugadas de insônia. 
Eu tinha um buraco no coração preenchido com decepções e angústias. Tinha umas redes sociais pra tentar me socializar virtualmente, já que na vida real eu preferia ficar no sofá. 
Eu não tinha muita coisa não. Mas no fim do dia, quando eu colocava a cabeça no travesseiro pra tentar dormir, eu lembrava do teu sorriso, da tua voz, do teu carinho... E eu lembrava que eu não tinha muita coisa, mas eu tinha você. E você era mais que muita coisa. E você era tudo que eu realmente tinha. Você era minha esperança, a minha vontade de continuar e eu sabia que depositar amor de mais nos outros podia não ser seguro, mas eu não me importava. Eu não me importava porque eu confiava em você e eu sabia que de alguma forma, você iria marcar a minha vida. 
Sempre torci pra marcar com felicidade e era isso que bastava. Você bastava. Eu bastava. Nós bastávamos. Nosso amor bastava. 


Obs: Acervo Pessoal (Textos que recolho pela internet, não necessariamente de minha autoria)

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